" Uma cidade em expansão, um óptimo sítio para viver! "
Neves e Neves
Desenvolvimento nascido da Tradição

Elevada a cidade há cerca de 20 anos, Olhão viu-se passar de uma pequena e simples vila piscatória, a um concelho de relevo económico, social e urbano. Mantendo as raízes e influências do mar e da pesca, porque afinal foram essas actividades que fomentaram o crescimento económico da zona e que, actualmente, ainda a caracterizam, é um ponto cada vez mais visível no mapa algarvio.
A concentração populacional (40 808 indivíduos em 2001, segundo o INE) faz de Olhão um foco de interesse tanto para investidores, que podem ver na cidade uma oportunidade de crescimento aliada a novas apostas, como para famílias, que ficam convencidas com a qualidade de vida, serviços e infra-estruturas aí estabelecidos. Os atractivos são visíveis.

A Avenida da República, antigo símbolo do urbanismo e prosperidade do início do século XX, local de fixação das famílias dos ricos industriais e comerciantes, mantém ainda hoje o seu cariz de desenvolvimento citadino traduzido na contínua exploração do seu potencial habitacional de qualidade.

A cidade é servida por um conjunto de infra-estruturas e serviços que proporcionam a dinâmica de pessoas, bens e áreas de actividade: 17 escolas (divididas entre 1º, 2º e 3º ciclos de ensino); campos de futebol (5), campos de ténis (3), estádios (2), ginásios (4), polidesportivos (16), piscinas municipais e pista de atletismo, reflectindo-se a nítida aposta do concelho no desporto; um Espaço Internet, aberto a todos os munícipes, cujo objectivo passa pela fomentação do uso e conhecimento das novas tecnologias; são oito as farmácias espalhadas pelo concelho; a rede de transportes inclui os comboios, autocarros e, claro, os barcos para as ilhas (Culatra, Armona e Farol), numa perspectiva de abrangência de todos os munícipes.

Olhão alberga dois espaços de relevo, distintos mas unidos pelo objectivo de desenvolver o concelho. Por um lado a Ecoteca Museu, integrada na Rede Nacional de Ecotecas, que privilegia a discussão de questões ambientais entre a população, na tentativa de mobilizar e criar, eventualmente, acções a nível local; refira-se aqui a localização geográfica e envolvimento ambiental da cidade no Parque Natural da Ria Formosa. Por outro lado, o estabelecimento de um BIC – Business Innovation Centre, reflecte a importância e a vontade de um maior desenvolvimento económico na zona, através do apoio ao empreendedorismo e inovação.


Uma cidade envolvida pela Natureza

Olhão prima pela diversidade natural que a rodeia, proporcionando condições únicas para a preservação e continuação de uma qualidade de vida que nem todas as cidades conseguem oferecer aos seus habitantes.

Pelo sul, é banhada pelas águas calmas da Ria Formosa e avista paisagens de inigualável beleza, protegidas mundialmente e um dos símbolos do orgulho algarvio - a Reserva Natural da Ria Formosa, recentemente considerada uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal. Espaço propício ao lazer, quer pelos passeios de barco que se podem realizar durante todo o ano, quer pelas magníficas ilhas (Culatra, Armona e Farol) que são alvo de verdadeiras romarias em busca do sol e da praia; alvo de observações e investigações de vários estudiosos (nomeadamente da Universidade do Algarve); e, claro, local de pesca das mais variadas espécies de peixe e marisco, que caracterizam a singular gastronomia olhanense/algarvia (é comum ouvir "para se comer bom peixe ou uma boa mariscada, há que ir a Olhão").

A norte, situa-se o Barrocal, uma faixa intermédia entre a serra e o litoral. O seu cariz mediterrânico é notório tanto na vegetação como no clima, fazendo do concelho um ambiente aprazível e estável. É no Barrocal que se produzem alguns dos produtos mais típicos e procurados da região – frutos secos e mel.

Ressalve-se ainda a importância que o município confere à criação de espaços verdes, em conjugação com as características naturais já existentes – Jardim do Pescador e Jardim do Patrão Joaquim Lopes. Estas mesmas áreas conseguem ser também, ao mesmo tempo, alvo de dinamização/reaproveitamento urbano e nocturno, tornando-se focos de importante actividade na cidade.


Aliança: Património e Urbanismo

A primeira estrutura de Olhão que se pôde nomear como edifício, data do século XVII e é hoje a Igreja de Nossa Senhora da Soledade. A esta primeira, seguiram-se cerca de mais dez construções religiosas que, entre igrejas, ermidas e capelas, compõem grande parte do espólio histórico-cultural do concelho. Olhão é também caracterizado por um vasto casario branco de açoteias, becos, ruelas e arcos, que se torna num quadro singular para quem é observador distante. Demasiado rústico? De modo algum.
A par deste panorama típico e tradicional, encontramos uma cidade dinâmica, activa e urbana. E a noção de evolução urbana não é recente.

Veja-se o caso dos Mercados Municipais, situados na Avenida 5 de Outubro e que datam de 1915. A arquitectura de cariz monumental da qual se destacam os quatro torreões envidraçados, as cúpulas metálicas e a coloração avermelhada, transformaram um centro da economia local (pesca e comércio) em algo mais. A concentração popular que ali se forma, fez e faz dos Mercados Municipais um foco social de extrema importância, quer pela localização ideal para passeios pedonais, quer pelos eventos aí realizados.

Também o Antigo Edifício da Alfândega é um bom exemplo do urbanismo que se faz sentir desde há já muito tempo. Foi criado em 1842, devido ao desenvolvimento económico promovido pelas intensas actividades pesqueiras.

A "aliança" que se faz sentir entre o património e o urbanismo passa também pelo reaproveitamento/recuperação de antigos edifícios. O Chalé Dr. João Lúcio, na freguesia de Quelfes, foi mandado construir em 1916 para fins de habitação pessoal e possui características arquitectónicas bastante singulares e fora do comum - quatro entradas distribuídas pelos pontos cardeais, sendo que a escadaria norte tem a forma de peixe, a sul de guitarra, a nascente de violino e a poente de serpente, cada uma delas com o seu significado. O peixe representa a água, a guitarra o fogo, o violino o ar e a serpente a terra. Nos dias de hoje, o Chalé alberga a Ecoteca Museu, pertencente à Rede Nacional de Ecotecas, tendo como objectivo a criação de espaços mobilizadores dos cidadãos para a discussão de problemas ambientais.
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